Nota de repúdio


O Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina e Região – SML, vem a público denunciar e repudiar a repressão sofrida pelos trabalhadores da empresa Brose do Brasil, além da agressão contra o dirigente sindical Nelson Silva de Souza, o Nelsão da Força, durante uma greve legítima em frente à fábrica, em São José dos Pinhais (PR).

O que ocorreu foi a escolha política de utilizar a força policial para atacar trabalhadores organizados, sufocar a mobilização coletiva e proteger interesses empresariais. Tratar greve como caso de polícia é prática autoritária, incompatível com qualquer regime que se diga democrático.

A presença da Polícia Militar para intimidar assembleias, dispersar trabalhadores e agredir representantes sindicais demonstra uma ofensiva contra a liberdade sindical. Não se trata de um episódio isolado, mas de uma tentativa clara de criminalizar a luta por direitos, impor o medo e calar quem se organiza para exigir salário digno e melhores condições de trabalho.

Denunciamos também a postura antissindical da empresa Brose, que se recusa dialogar e prefere recorrer à repressão para enfraquecer a organização dos trabalhadores. Essa conduta revela desprezo pela negociação coletiva e pelas garantias previstas na Constituição Federal.

Não aceitaremos que dirigentes sindicais sejam agredidos, que greves sejam reprimidas ou que o aparato do Estado seja usado como instrumento contra quem produz a riqueza deste país. Lutar por direitos não é crime, crime é reprimir quem luta.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina e Região manifesta sua solidariedade a Nelsão e a todos os trabalhadores e trabalhadoras da Brose do Brasil.

Exigimos investigação, responsabilização dos agentes e o fim imediato da repressão policial.

Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina e Região

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 − onze =