INSTITUCIONAL

HISTÓRIA

A 67 anos fazendo a diferença!

O Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina e Região – SML foi fundado em março de 1958, quando um grupo de trabalhadores, em sua maioria vinculados à Viação Garcia, organizou uma associação com o objetivo de desenvolver iniciativas coletivas.

Motivados pelos avanços obtidos, em setembro do mesmo ano protocolaram junto ao Ministério do Trabalho e Emprego – MTE o pedido de criação de uma Entidade Sindical. Em 02 de abril de 1959, obtiveram a autorização necessária para a fundação do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica, Mecânica e de Material Elétrico de Londrina e Região – SML, tendo como fundador e primeiro Diretor Presidente, Sr. Ernesto Gonçalves Mendes.

Antes disso, em 1957, nascia a Associação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas e do Material Elétrico de Londrina. Naquele ano, um grupo de trabalhadores metalúrgicos de várias firmas londrinenses discutiam entre si a necessidade de aprenderem o sistema métrico e outros instrumentos de medida. Foi escolhido como instrutor o Sr. Carlos Cunha Capela, para ensinar sobre tais medidas aos demais, sendo que o mesmo era empregado da metalúrgica, Ford-Pismel, primeira concessionária da Ford em Londrina.

Para a função de Presidente da associação, fora escolhido o próprio, Carlos Cunha Capela. Para Diretor Secretário, Sr. Antonio Moura, e o Sr. Lucilio Vasconcelos como Diretor Tesoureiro, entre outros integrantes. Esse evento ocorreu quatro meses após o início do referido curso, mas quando foi divulgada a criação da Associação, futuro Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina e Região – SML, Capela foi simplesmente exonerado de suas funções na Ford-Pismel, porque esta não permitia a prática sindical entre seus funcionários.

Com tal ocorrência, o Embrião Sindical, recém criado passou a desintegrar-se e permaneceu dormente até o ano de 1959. Capela regressou a Piracicaba, sua cidade natal e desvinculou-se das atividades sindicais.

Em abril de 1959, os trabalhadores das empresas metalúrgicas, Fundição Salis e da Indústria Minati, juntamente com outros interessados, reuniram-se e retomaram as atividades da Associação dos Metalúrgicos, dessa feita, com a colaboração do Sr. Hevércio Brandão, Superintendente de Delegado do Trabalho, assumindo o Sr. Ernesto Gonçalves Mendes, que muito lutou por sua transformação em Sindicato.

Neste mesmo ano, finalmente foi transformada a Associação em Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias, Metalúrgicas e do Material Elétrico de Londrina, com a primeira diretoria composta pelo Sr. Ernesto Gonçalves Mendes como Diretor Presidente e Antonio Moura, Armando Morande, Dorival Moreno Milam, Lucilio Vasconcelos, Abel Nolle, Genecy Guimarães e tantos outros como Diretores Sindicais.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina e Região, no período de 1959 a 1964, viveu uma fase áurea. Dirigiu três greves da Categoria, uma com atritos com a polícia, na Fundição Salis, a maior metalúrgica da época. Evidenciando a combatividade das ações na época.

Nessa época não havia Sindicato dos Motoristas Profissionais e nem das Hidrelétricas. A lei facilitava, e o Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina é quem lutava e orientava por estas duas Categorias Profissionais. Ernesto Gonçalves Mendes comandou uma grande greve dos motoristas, que parou todos os ônibus da Viação Garcia, em todo o território nacional.

O Diretor Sindical, Genecy Guimarães, narra que a partir de 1964, no período da ditadura militar, houve intervenção nos Sindicatos de Londrina. Com os metalúrgicos não foi diferente. Foi imposta uma junta interventora no Sindicato. Houveram pressões e perseguições terríveis ao Sindicato dos Metalúrgicos, por ser um dos mais atuantes, sofreu uma maior fiscalização. A Categoria foi amedrontada e por fim dispersa.

Feito o levantamento geral, os interventores constataram que nos negócios da administração, não havia nada que merecesse denúncias. Era Diretor Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos na época o Sr. Ernesto Gonçalves Mendes, Diretor Secretário, Sr. Angelino Rossim, Diretor Tesoureiro, Sr. Dorival Moreno Milam e Genecy Guimarães, Armando Morande e Amadeu dos Santos, no Conselho Fiscal.

Durante o período da ditadura militar, passou-se a lutar desesperadamente para nomear uma junta governativa de trabalhadores para o Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina. Dado as brutais intervenções nos Sindicatos, com perseguição e o fantasma do comunismo assustando a todos, ninguém queria habilitar-se a formar uma chapa da junta governativa. Havia obstáculos de toda ordem imposto pelo sistema à classe amedrontada e acovardada; assolada pela da opressão da ditadura.

Todavia, o Sindicato dos Metalúrgicos seguiu conduzindo seu trabalho, desta feita, com a interferência do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre as principais atividades da Entidade Sindical na época estavam as palestras nas fábricas, campanhas de associação, luta por melhores condições de trabalho, congressos e conferências, além de atendimento jurídico e outras atividades. Desta gestão em diante o Sindicato passou a lutar por convenções coletivas de trabalho, apesar da vigilância do Ministério do Trabalho e Emprego, que restringia as atividades sindicais. Naqueles anos, segunda metade da década de 1960, foi convencionada a primeira Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria metalúrgica em Londrina e Região.

 

Depois disso, a Entidade Sindical teve como seus Diretores Presidentes os senhores, Genecy Souza Guimarães (1965-1969), Tibor Filder (1969-1978), Antonio Luiz Ribeiro (1978-1981), Alfane Alves (1981-1990), Sebastião Raimundo da Silva (1990-2018) e o Sr. Valdir de Souza (2019-atual).

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